segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Apresentando: O País do Vento, por Amanda Steilein

Guys, meu novo projeto :)
Comunidade no orkut oficial O País do Vento.


Um príncipe renunciado.
Uma princesa em ascensão.
Uma vingança – um conflito secular.
Um amor improvável.
Fogo. Sangue. Futuro.
O destino os uniu. A morte pode separá-los.

Dona de um talento especial, Ailly Vanzuitta prevê o futuro de todos – exceto o dela mesma. Ela sabe que algo está errado quando seus pais desaparecem sem ela ter que sequer um vislumbre de que isso aconteceria.
Ailly não esperava que a resposta do mistério do sumiço repentino de seus pais viesse numa carta, revelando-lhe sua verdadeira natureza, introduzindo-a num mundo completamente diferente para ela.
É lá que Ailly conhecesse Vaiola Sinead e Flynn de Soulin, vivendo, juntos, as mais perigosas situações. Situações que podem matá-los e destruir todo um trabalho de séculos.
Segurança, poder e confiança.
Tudo pode mudar. A decisão se coloca diante deles. E eles não sabem o que fazer.

Prólogo


Irlanda, Corte de Soulin, 1990

Cintia Vanzuitta exalava ansiedade.
- Apenas quero prepará-lo – ela dizia ao seu marido, Vinicius Vanzuitta. – Só por um tempo, querido. Nós voltaremos.
Vinicius franziu o cenho e juntou as mãos.
Era um homem alto e corpulento, de ombros largos e musculatura definida, traços fortes e marcantes em seu rosto bonito, contracenando com olhos astutos e sagazes, tão verdes como um bosque em plena primavera.
Ele vinha resistente à idéia de uma viagem ao Brasil fazia algum tempo, mas Cintia não estava disposta a desistir.
- Nosso filho tem o direito de nascer na Corte, Cintia – disse Vinicius, sua voz grave e controlada ressoando no aposento mal iluminado.
Cintia tentava manter-se controlada, embora suas emoções estivessem mais intensas do que nunca. A gravidez, pensou. Controle-se.
Respirou profundamente durante alguns segundos antes de retomar a palavra.
- Não quero que ele nasça entre duques que querem vê-lo morto – ela quase gritou, esquecendo a compostura e a cerimônia de palavras. – Vinicius, você tem que entender isso. Não importa onde nosso bebê nasça, o direito ainda será dele, não importa quanto tempo fique afastado.
Isso fez Vinicius hesitar, mas Cintia o conhecia bem o suficiente para saber que ainda não o tinha convencido totalmente. Mas estava perto disso.
- Querido, – ela andou até ele e ajoelhou-se ao seu lado, segurando as mãos dele firmes contra as dela. – por favor, pelo bem do nosso filho. Por mim.
- Cintia, não seja tão radical – disse ele, apertando as mãos dela. – Tenho certeza de que--
- Vinicius, você sabe melhor do que eu que aqueles porcos farão de tudo para acabar com nosso herdeiro.
O marido de Cintia suspirou e ela soube que a única coisa que restava agora era fazer as malas e pular dentro e um avião.
- Tudo bem – ele disse olhando dentro dos olhos da esposa. – Mas só por um tempo.
Cintia sorriu agradecida.
Apenas por um tempo.


Introdução

Brasil, 2010

Para uma garota que perdeu os pais, as coisas são difíceis. Tudo fica mais escuro, a vida não é mais algo colorido e cantante, mas sim algo em preto e branco, como no cinema mudo onde Charles Chaplin fazia suas atuações cômicas e até hoje louvadas.
As coisas são bem difíceis para uma garota que perdeu os pais.
Mas para uma garota que não sabe o que aconteceu com eles, as coisas são mais difíceis ainda.
Alguns podem chamar de negligência, mas quando Ailly Vanzuitta simplesmente chegou em casa e não encontrou seus pais lhe esperando como sempre faziam, ela não entrou em desespero.
Ela apenas achou que ele tinham ido ao mercado ou até a vídeo locadora devolver alguns filmes.
Então ela viu os DVDs empilhados do lado da televisão.
Mas, ainda assim, ela deu de ombros e esperou.
Eles voltariam logo.
Ailly esperou durante duas horas, até seu irmão, Felipe chegar em casa do trabalho.
Então sua irmã Jennyfer chegou também.
E foi mais ou menos aí que Ailly começou a surtar.
Eles ligaram para os celulares deles, mas sempre fora de área, nunca ninguém atendia.
Foi nessa parte que eles chamaram a policia.
- Quanto tempo eles estão fora? – foi o que o guarda com uniforme cáqui perguntou. Ele usava coturnos legais, também.
Mas Ailly não estava prestando atenção nessas coisas aquele dia. Ela só queria saber onde Cintia e Vinicius Vanzuitta estavam.
Era só isso o que ela pedia ao guarda de uniforme cáqui.
- O senhor vai encontrá-los? – Ailly perguntou de forma abrupta e inesperada, fazendo o guarda notar sua presença apenas naquele momento.
O guarda sorriu, condescendente.
Isso fez o coração de Ailly se apertar.
- Como é seu nome, garota? – o guarda perguntou com simpatia, como se realmente se importasse com o nome dela.
- Ailly – ela respondera impaciente.
Queria que ele saísse dali e fosse achar os pais dela logo.
- Quantos anos você tem, Ailly? – ele continuava falando.
Por que ele não ia embora, procurar? Ele estava apenas perdendo tempo.
- Quinze.
Era uma mentira. Ela tinha catorze. Ailly iria fazer quinze na próxima semana, mas ela não se importava com isso agora.
Os pais dela tinham sumido, evaporado como se fossem água em ebulição. Apenas sumido do nada, sem avisar, sem dizer nada a ninguém, sem deixar nenhum bilhete ou mensagem.
Alguém precisava fazer alguma coisa.
- Nós vamos fazer o possível – o guarda disse e continuou perguntando coisas como a idade, altura, cor dos olhos e do cabelos dos pais dela para Felipe.
No fim, Felipe encontrou uma foto e entregou ao guarda.
- Obrigado, senhor Rousefell – Felipe agradeceu ao guarda ou senhor-sei-lá-o-quê.
Ailly não queria saber o nome dele.
Então os dois apertaram as mãos e o policial Rousefell foi embora, voltando-se para suas tarefas habituais como repassar ocorrências e esse tipo de coisa chata que ele odiava fazer.
- Tudo bem – Felipe disse.
Ele só tinha dezenove, mas ele parecia ter muito mais naquele momento.
Os olhos dele estavam cansados e com bolsas debaixo dos grandes e brilhantes olhos castanhos. O cabelo loiro escuro estava bagunçado no topo de sua cabeça, fazia tempo que ele não cortava. Para atrair garotas, foi o que ele disse na semana passada.
Isso parecia ter acontecido há um milhão de anos.
- Jenny – ele sussurrou meio gentil e meio irritado. – Não chore. Vai ficar tudo bem.
Era outra mentira.
Não ia ficar tudo bem.
Jenny tinha dezessete. Ela trabalhava também, assim como Felipe, mas ela era muito mais emotiva que ele e Ailly juntos.
Certa vez, ela chorara dois dias seguidos porque o pai deles havia matado um sapo que estava na lavanderia.
Ela foi alvo das piadas de Felipe por duas semanas inteiras.
Com preocupação e desespero, Ailly percebeu que Felipe não estava nada propenso a piadas agora. Pelo contrário, ele estava mais sério do que Ailly algum dia já tinha visto.
Jenny apenas balançou a cabeça exasperada e correu para seu quarto, batendo a porta atrás de si. Ailly quis ir atrás dela, mas Felipe a impediu.
- Ela precisa de um tempo – suspirou e jogou-se no sofá vermelho desbotado da sala. Ele encarou suas mãos por alguns instantes.
Ailly sentou-se do lado dele, ignorando tudo o que ela sempre evitou, aquele contato, aquela troca de energia e as visões.
- Estamos ferrados, não estamos? – ela perguntou retoricamente.
Felipe nunca mentiu para ela. Sempre dissera que Ailly era suficientemente forte para suportar a verdade e realidade dos fatos, mas naquele momento, Ailly queria desesperadamente que ele mentisse.
Ela queria que ele dissesse que tudo ficaria bem, que encontrariam os pais dela.
- É – ele olhou-a de esguelha. – Nós estamos ferrados.
Ela suspirou e aconchegou-se mais perto dele, descansando sua cabeça no ombro do irmão. Felipe passou os braços ao redor dela.
- Vamos tentar fazer tudo ficar bem – ele sussurrou e ela sentiu. Aquilo era a real verdade e não a coisa menos grossa e mais suave que ele sempre dizia para Jenny. – Nós dois vamos ter que segurar as pontas até a Jenny ficar melhor. Você está bem, não está? Não vai surtar ou algo assim, vai?
Ela quase riu com a nota de desespero na voz dele.
- Não vou surtar – prometeu.
Mas ela não podia prometer que seria capaz de segurar as pontas. Ailly sentia seu coração aos pedaços, sua cabeça voando para perguntas como “Eles estão bem? Estão com fome? Estão sendo maltratados? Deus, alguém pegou eles? Será eu estão amarrados em algum lugar?”.
Tudo era tão confuso e doloroso. Ela só desejava que fosse um pesadelo do qual ela logo pudesse acordar.
Mas não era. E o pesadelo estava apenas começando.

15 comentários:

  1. AMEI TOTAL!!!!!!!!!!!!
    Agora me bateu uma forte necessidade de ler a história!

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  2. Hey Amanda !
    deixei um selinho para vc no meu blog;* http://laylasaluanne.blogspot.com/2011/02/selinho.html

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  3. oi, muito bom seu texto.
    Adorei a Ailly.

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  4. Nossa, ta incrivel, mal posso esperar para ler mais ♥

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  5. Bom, logo depois de te mandar o e-mail... Consegui um tempo para ler a historia.

    E se antes, só lendo a sinopse, eu ja estava amando... Agora eu estou adorando.
    E também to morrendo de vontade de ler mais!!!

    Adorei a Ailly.
    Ela é o tipo de personagem que muitas garotas, inclusive eu, se identificam.
    Amei o Felipe também!!
    Ele parece ser muito gente boa!!!

    Vou dar uma olhada na comunidade da história.


    Öpücük
    Pim

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  6. Amanda, voce gosta da série Diarios do Vampiro, não gosta ? E automaticamente, da L. J. Smith ? Porque se gosta, tenho uma noticia PESSIMA ! Ela foi demitida ! Ela nao vai mais escrever a série ! Agora vai ser um autorfantasma aeeh ! De acordo com um e_mail que ela mando para uma fã que foi divulgado, ela foi demitida porque ela iria fazer um final onde Elena ficava com o Damon, (no livro Anoitecer e Shadow Souls eles se aproximam, e no Midnihght, Elena confessa que ama ele) e a editora não aceitou ! Tô tãaao triste com isso :/

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  7. Opaa, entendi errado :S Nao foi nada confirmado ! É um rumor que ta tendo, o povo todo ta falando, mas quem interessa, que é L. J. Smith e a editora nao falaram nada. O que tem é um SUPOSTO e-mail da Lisa, mas que pode ter sido escrito por qualquer um... Desculpa o alarme falso ai :/

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  8. Olá Amanda!
    Fiz um chat para todas as pessoas que amam ler e que gostariam de interagir com pessoas do mesmo interesse. Se quiser participar é só adicionar no msn: group1534946@groupsim.com

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  9. Heey Amanda,
    Cadastra os teus livros no Skoob e se cadastra Também. tá tendo promoção de novo. Um Samsung Galaxy Tab ou um Ipad e mais 50 livros.
    Link: http://www.skoob.com.br/promocao/codigo/67866 #skoob

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  10. Oi,Meu nome é Naruto e eu sou um ninja da aldeia da folha,tenho muitos amigos no país do vento.Me add aí no Orkut.

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  11. Olá Amanda. Muito interessante mesmo os trechos. Você se torna a cada dia uma escritora mais talentosa. Parabéns.

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  12. Amanda vc ta sumida hein?
    Um mês sem postar, to começando a sentir falta.

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  13. Oi Amanda,lembra de mim?Aquela menina chata da "política" . Espero que veja o meu comentário!Então,eu agora tenho cara e até endereço na net.

    Visita lá...Mas vou logo dizendo que anda está um pouquinho cru pois o blog é ainda muito recente.....vai lá...Agora vc já pode me "xingar" também...rs..um beijo


    www.garotairritante.com.br

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  14. Amanda posta mais em Aneis de fogo!

    Bjo:***

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