sábado, 11 de dezembro de 2010

Resenha: À Caça de Harry Winston, Lauren Weisberger

Quando eu vi que era da mesma autora de O Diabo Veste Prada, eu meio que nem pensei, só peguei o livro e vamos embora ver no que essa merda vai dar.
Porque, tudo bem, eu não sou patricinha, acho que você já devem ter percebido isso, mas eu sou louca por esse filme e estou igualmente louca em busca do livro. E quando a gente se depara com um livro do mesmo autor, bem, a gente não pensa.
E À Caça de Harry Winston é um livro muito, mas muito bom. A autora trabalha a amizade de uma maneira tão realista que em vários momentos eu parei de ler e pensei "Ei, eu já vivi isso." Não necessariamente as ações, mas os sentimentos. De ficar com inveja, de querer ajudar, de sentir que tem alguma coisa por trás de todo o drama, enfim. Coisas desse tipo. De qualquer modo, o foco do livro não é um casal, como geralmente é. O foco são três melhores amigas que, embora sejam completamente diferentes, se dão bem porque isso é amizade. Não importa quantos caras apareçam e quantos empecilhos pareçam invencíveis: a amizade supera tudo.
E foi exatamente isso que me fascinou nesse livro e me deixou grudada até a última página. E eu adorei o final. Porque, apesar de tudo, ninguém mudou por ninguém, ninguém deixou de ser o que é e fazer o que gosta por causa de um trato ou qualquer coisa assim. As coisas aconteceram, as personagens cresceram. Mas não mudaram.
"Ela daria tudo para que ele dissesse que a amara desde o momento em que a chonhecera, e que essa não era mais uma conquista extramatrimonial para o lendário Jesse Chapman - que ela, Leigh Eisner, era diferente -, mas sabia que não aconteceria. Passou a bolsa por cima do ombro e atravessou orgulhosamente a porta da frente com a cabeça erguida, tão surpresa quanto triste quando Jesse não foi atrás."

À Caça de Harry Winston, pg 320

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