domingo, 7 de novembro de 2010

Apresentando: Federico Moccia

Federico Moccia nasceu em Roma em 1963. Trabalha como cenógrafo no cinema e como argumentista para a televisão. É autor de três títulos, traduzidos em doze línguas, todos eles grandes best-sellers entre os leitores jovens de todo o mundo, tendo-se tornado uma referência indiscutível para os adolescentes do seu país. Moccia combina o estilo rápido e ligeiro, o coloquialismo e a descrição esquemática de situações numa elaboração muito próxima do guião cinematográfico, o que dota a sua escrita de uma grande fluidez e facilidade de leitura. As frequentes alusões a referências culturais, sem descurar os mais intensos sentimentos amorosos e as atitudes rebeldes que caracterizam a adolescência, são os seus trunfos para prender rapidamente os leitores.


Já vendeu mais de três milhões de cópias das suas obras só em Itália.Federico Moccia é um dos fenómenos editoriais mais espantosos dos últimos tempos; o público jovem italiano vê-se reflectido nas histórias e sente a sua autenticidade, a conexão com a realidade social do momento.
Roma tem já a “Rota Moccia”: as frases dos seus livros escrevem- se nas paredes da cidade e milhares de jovens italianos e estrangeiros selam o seu amor prendendo um cadeado nos candeeiros da ponte Milvio, como os protagonistas de Quero-te Muito. Até existe uma página Web para colocar cadeados virtuais: http://www.lucchettipontemilvio.com/
A história do sucesso de Moccia constitui por si só um romance. A sua primeira obra foi rejeitada por todas as editoras, até que Federico Moccia decidiu fazer uma edição de autor. Os dois mil exemplares que lançou venderam-se rapidamente e o livro sobreviveu em fotocópias durante oito anos. Por casualidade, uma dessas fotocópias caiu nas mãos de um director de cinema que se apercebeu do seu potencial. A obra foi levada ao ecrã e publicada numa das mais prestigiadas editoras italianas, tornando-se um sucesso.

Três Metros Acima do Céu
Escrito por Federico Moccia, este é um livro comovente e inspirador, que venceu o Premio Letterario Nazionale Insula Romana, na categoria de literatura para jovens adultos, e o Premio Torre di Castruccio, na categoria de ficção (2004).

A paixão do mais improvável dos casais, Babi, uma patricinha de Roma, e Step, um motoqueiro bad boy, é a trama de Três metros acima do céu , um romance que conquistou a juventude italiana, a ponto de, durante anos, circular em cópias xerocadas entre os leitores. Para viver o primeiro amor com toda sua intensidade, os protagonistas tentam se modificar, enquanto enfrentam a oposição da família da menina, o estranhamento dos amigos, as dificuldades de acertar o próprio relacionamento e de amadurecer.
Babi, a excelente aluna de boa família, assusta os pais ao deixar de obedecer cegamente às convenções que até então regulavam sua existência, enquanto Step se surpreende ao perceber que o amor vai obrigá-lo a abandonar velhos hábitos e tratar com respeito a namorada que se prepara para seguir uma carreira universitária, algo muito distante do que o destino reservou para o jovem delinqüente. Entre pegas de moto, festas que varam noites, tatuagens, brigas homéricas, provas desesperadas de afeto e uma tragédia que mudará para sempre suas vidas, Step e Babi vivem uma incrível história de amor, cheia de reviravoltas e sentimentos à flor da pele, aquele tipo de paixão que só pode ser vivida quando se tem dezessete anos e acredita-se que tudo ainda é possível.

Relançado em 2004, numa versão atualizada pelo próprio autor, Três metros acima do céu é um emocionante livro sobre amor, sonho e melancolia, narrado com a revolta e a poesia típicas daqueles que têm pressa de viver.
Entre festas que varam noites, tatuagens, brigas homéricas, provas desesperadas de afeto e uma dragédia que mudará para sempre o curso dos acontecimentos, Step e Babi vivem uma história de amor, cheia de reviravoltas e sentimentos à flor da pele, aquele tipo de paixão que só pode ser experimentada quando se tem 17 anos e acredita-se que tudo ainda é possível.

Notícias:

- Em 2008 sairá o filme do mais novo livro de Federico Moccia chamado Scusa Ma Ti Chiamo Amore, no elenco já está confirmado como protagonista principal o ator Raul Bova.
- Para quem não sabe, Federico Moccia lançou na Itália o 2º livro (continuação da história de Babi e Step) chamado Ho Voglia Di Te mas ainda não chegou a ser publicado aqui no Brasil, o jeito é aguardar ... E para comprovar como tudo aqui chega muito tarde... Já saiu tb a continuação nos cinemas da Europa o filme do livro Ho Voglia Di Te!!
- Como pode ser verificado nas ilustrações o livro Três Metros Acima do Céu foi para as telas de cinema na Itália em 2004. No elenco estão Riccardo Scamarcio (Step) e Katy Louise Saunders (Babi).


Quero-te Muito
"... o amor tem as suas próprias regras, belas e sempre diferentes daquelas com que sonhamos." Federico Moccia

Step regressa de Nova Iorque, cidade onde se auto-exilou para se afastar da sua ex-namorada Babi, da memória da morte trágica de um amigo e da mãe com quem tem um relacionamento conflituoso.
Ao chegar a Roma, vai morar com o irmão, reencontra os amigos e, com a ajuda do pai, começa a trabalhar no mundo do espectáculo. Entretanto, Step conhece Gin, uma rapariga bonita e decidida, com quem inicia uma linda história de amor. Mas Babi volta a entrar na sua vida e na cabeça de Step despertam velhos sentimentos e dúvidas: Babi ou Gin... Diante da casa de qual delas irá Step escrever finalmente "QUERO-TE MUITO"?

Agora alguns trechos dos livros:


A Cinturada

Olha só quem está lá. - Pollo aponta para as motos prontas para dar a partida. — Aquela ali na moto do Danilo não é a amiga da Pallina?
Step focaliza. Não é possível. É a Babi.
- Ela mesma. - Ele agita o braço com a bandana e grita o nome dela. Ela ouve. É Step. Reconhece-o, lá no fundo, bem diante dela. Está acenando.
"Está com a minha bandana", sussurra para si mesma. "Eu lhe peço, Step, me tire daqui, me ajude. Step, Step!" E solta a mão para pedir que ele se aproxime. Na mesma hora, Siga apita. O público explode num grito. É quase um trovão. As motos pulam para a frente, rugindo. Babi segura-se novamente em Danilo, apavorada. As três motos empinam. Babi está agora de cabeça para baixo. Tem quase a impressão de estar no chão. Vê o asfalto passar rápido embaixo dela. Tenta gritar enquanto o motor urra e o vento desgrenha seu cabelo. Nenhum som sai de sua boca. O cinto aperta com força a barriga dela. Está com vontade de vomitar. Fecha os olhos. Pior ainda. Acha que vai desmaiar. A moto continua correndo numa roda só. A roda dianteira baixa um pouco. Danilo acelera. A moto empina mais uma vez, Babi acaba ficando ainda mais perto do asfalto. Acha que vão virar. Um toque no freio e a moto volta a descer, suave. Agora está melhor. Babi olha ao redor. A platéia já não passa de um borrão distante, colorido, um tanto desbotado. Em volta, tudo é silêncio. Só o vento e o barulho das duas outras motos. O Bailarino, à direita, vem logo atrás deles. Seus cabelos longos esvoaçam no vento enquanto a roda da frente parece estar quase imóvel no ar. Hook ficou um pouco mais longe.


Danilo está ganhando. Ela está ganhando. Madalena está certa. "Empina como ninguém." Babi está tonta. Ouve um barulho à direita. Ela se vira. O Bailarino dá uma reduzida para, a seguir, acelerar mais. A moto empina de forma brusca. Um toque mais forte no freio. A roda dianteira baixa depressa demais. A moto quica no chão, o Bailarino tenta segurá-la. O guidom escapa de suas mãos. A moto dobra à esquerda com uma guinada e volta para a direita, derrapando. O Bailarino e a garota na garupa são jogados para longe por aquele cavalo de motor descontrolado. Ainda presos, acabam no chão. O cinto que os une arrebenta, mas continuam rolando juntos por mais algum tempo, arranhando-se, rico-cheteando de um lado para o outro da estrada. A moto, agora à solta, continua veloz a sua corrida até cair de lado. O monstro de metal desliza no asfalto, quica faiscando e levanta vôo. Capota várias vezes até dar uma espécie de cambalhota e passar por cima de Babi, na escuridão da noite. Dá um pulo para o céu de pelo menos cinco metros, com o farol ainda aceso, ilumina tudo em volta, desenha um arco de luz. Finalmente, com um último estrondo de ferragem retorcida, desmorona, espatifa-se, deixa atrás de si um rastro de peças metálicas e cacos coloridos. Pequenas faíscas de fogo acompanham o que restou da moto, cada vez mais fracas, até o fim da sua corrida. Hook e Danilo param. O grupo, ao longe, fica um momento em silêncio, mas depois todos se agitam para socorrer o casal. Nas Vespas, SH 50, Peugeots roubadas, motos de poucas ou muitas cilindradas, Yamahas, Suzukis, Kawasakis, Hondas.
Um exército de motos se aproxima ruidosamente. Todos querem chegar logo ao local do acidente. O Bailarino se levanta. Arrasta-se sobre uma só perna. A garota, inchada e ferida, aparece com os jeans rasgados e um dos joelhos sangrando. Uma visível elevação na parte de cima do casaco assinala o ombro deslocado, enquanto um filete de sangue escuro desce da sua testa, escorrendo pelo pescoço. O Bailarino olha para a moto destroçada. Curva-se para acariciar o tanque. Uma parte da praia foi arrancada. O surfista desapareceu, levado pela onda muito mais dura do asfalto em brasa.
A garota está deitada no chão. O braço direito está torcido de forma inatural. Está quebrado. Chora devido ao susto, soluça descontrolada. Babi livra-se do cinto duplo. Desce da moto. Dá alguns primeiros passos incertos. Não consegue se firmar sobre as pernas de tanta emoção. Avança na multidão. Não conhece ninguém. Ouve os lamentos da jovem deitada no chão. Procura Pallina. Num certo momento, ouve outro apito. Mais longo. O que significa? Outra terrível corrida está para começar? Não entende. A turma começa a correr em todas as direções. O pessoal empurra. Duas scooters quase a atropelam. Ouvem-se sirenes. Alguns carros aparecem não muito longe dali. Em cima deles, luzes azuis piscam sem parar. A polícia. Era só o que faltava. Precisa alcançar sua Vespa. Em volta, há um corre-corre generalizado. Alguns garotos gritam, outros esbarram perigosamente em quem tenta correr. Perto dali, uma menina cai da moto. Babi começa a correr. Mais carros da Guarda Municipal cercam o local. Lá está ela. Vê a sua Vespa parada ali em frente, ao seu alcance. Está salva. De repente, alguma coisa a segura pelos cabelos. Um policial. Ele a puxa com força, fazendo com que caia no chão, arrancando algumas mechas loiras do cabelo dela. Babi grita de dor enquanto escorrega no asfalto. De repente, o policial a solta. Um pontapé bem no meio da barriga o forçou a largar a presa. E Step. O guarda tenta reagir. Step lhe dá um empurrão tão violento que joga o outro no chão e ajuda Babi a se levantar, faz com que ela suba na garupa da moto dele e sai em disparada.

Três Metros Acima do Céu

No dia seguinte, Babi acorda e enquanto o chuveiro tira de seus cabelos os últimos resquícios da água salgada, volta a lembrar, emocionada, da noite anterior.


Toma café, dá um beijo na mãe e entra no carro com Daniela, pronta para ir à escola como de costume. O pai pára no sinal sob a ponte de Corso Francia. Babi ainda está sonolenta e meio aérea quando, de repente, a vê. Não acredita em seus próprios olhos. Lá no alto, acima de todas as outras, na coluna branca da ponte, uma pichação domina as demais, inapagável. Está lá, no mármore frio, tão azul quanto os seus olhos, do jeito que ela sempre desejou. Seu coração começa a bater acelerado. Por um momento, acha que todos podem ouvi-la, que todos podem ler aquela frase, justamente como ela está fazendo agora. E, lá em cima, inalcançável, onde só os amantes podem chegar, está escrito:

"Eu e você... três metros acima do céu."

2 comentários:

  1. NOSSSSAAAAAAAAAAAAA!!!
    Bom mesmo, hein.
    hehehe
    XD

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  2. HSUDHFUSHUHDF
    Agradeçam à Amanda Almeida que me pediu parceria pra divulgar o Moccia ^^
    Beeijos

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