domingo, 7 de março de 2010

E a gente tem que aprender a levar .

Isso aconteceu no 9º ano, último ano na escola, todo mundo bem disposto a fazer loucuras porque vejam bem, a gente era como um terceirão, todo mundo disposto a pagar um mico básico, aprontar algumas com os professores antes de se ver livre deles - e eu tinha um aniversário na sexta. Maravilhoso. Odeio quando meu aniversário resovle cair em dia de semana. Quando eu estava no 8º ano foi bem mara, as minhas amigas me proibiram de entrar na sala de aula antes de bater o sinal porque elas estavam escrevendo o quadro INTEIRINHO de 'Parabéns' e 'Amanda eu te amo' e coisas bem fofas assim. Eu sei, moooorri de vergonha quando entrei na sala e todo mundo fico tipo: Cara, é aniversário da Amanda. A piior parte foi quando a orientadora entrou na sala na primeira aula e decidiu que seria o adequado cantar parabéns e deixar o quadro escrito até o fim da aula quadro que por sinal quem apagou foi a Almôndega que dava aula de português ¬¬ para a menina de aniversário. OMG, eu fique roxa de vergonha e usei todos meus argumentos para convencê-la de que eu etava bem e não precisava de uma canção para alegrar meu dia. Funcionou, graças à Deus. Cheguei até a escutar meu melhor amigo que estava sentado atrás de mim na época sussurrar para o cara do lado 'mê, ela é mais velha que eu.' Deduções óbvias já que ele faz aniversário em dezembro e eu em agosto.
Já quando eu estava no 9º ano, as amizades mudaram, estavamos grandinhos demais para escrever coisas no quadro. Meu professor de ciências na época tinha a fama - ainda tem - de fazer as pessoas, digamos, se constrangerem nos seus aniversários. Normalmente ele colocava a pessoa de pé em cima de uma cadeira na frente da sala e a turma cantava parabéns para o infeliz. Graças à Deus comigo foi diferente - não tive que subir numa cadeira, mas acrescentei o fato de eu fugir do professor dentro da sala de aula. Ele apenas riu e me encaminhou gentilmente para o centro da classe onde, então, as pessoas já rindo, cantarama famosa musiquinha. Acho que até inventei uma nova cor naquele dia de taaanto que fiquei vermelha.
No mesmo dia do infeliz acontecido, na mesma aula de ciências, o professor mandou juntar em dupla para resolver os exercicios do livro. Estava sentada com meu melhor amigo o mesmo que deduziu que sou mais velha que ele e nós estavamos mais falando sobre como tinha sido nosso fim de semana e como era o celular que ele tinha acabado de ganhar da avó, quando um cara que NINGUÉM conhecia parou na porta da sala e acenou com um sorriso bobo na cara. Infelizmente, de tantos lugares e pessoas para o pseudoastro acenar, ele tinha que escolher minha direção. Todos me olharam fixamente rindo igual a hienas em época de procriação. O professor, para alegria completa da nação, perguntou se o cara era meu pai. Eu disse que não e que nunca vi o cara na minha vida. Em seguida vieram todos meus colegas me perguntar se era meu primo, avô, pai, irmão ou o que diabo de parente existir. No fim do dia, meus colegas concluíram que nosso pseudoastro era meu tio.

Riam. Eu deixo.
xoxo

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